quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

Outras Áfricas.

Ah pobre África
Quem derramou teu leite neste mar de nada?
Em que bolso fundo se escondem teus diamantes
E quem tão sem brilho
Deixou Os olhos de teus filhos?
Quem autorizou a fome a devorar teu nome
E fez dos teus caminhos uma viagem de encontro à dor?
Ó ébano, ó brilhante noite, ó matriz dos homens
Quem chancelou a cobiça, embaixatriz insone
A saquear tuas fontes de amor?
Ah minha reluzente negra, quem traficou meus ancestrais
A cristandade, a Companhia das Índias, a mercantil Europa?
Quem rasgou a tua roupa de leopardos e leoas?
Quem arquitetou desconstruído o teu futuro?
Quem mais selvagem que tudo a ti atribuído fez acreditar que todo mal
Todos os males, todas as maldades, que a ti fizeram, fossem assim admitidas razoáveis?
Que besta foi mais selvagem que todas as tuas feras?
Que sorridentes bocas foram mais vorazes que as presas de tuas panteras?
Que sinfônicas infernais tocaram mais alto que teus gritos ancestrais
Que doutrinas silenciaram tuas razões milenares
Que deuses maiores quebraram os arcos e machados dos teus guerreiros justos e audazes?
Que feitiçaria maior que a tua vaticinou teus males?
Quem tapou a boca dos teus ais
Oh minha negrinha, quão imenso é o continente que nos dói
Mas acorda, ainda há tempo
Escuta o canto do teu renascimento
Vem vindo o amanhã


Pelo site AMAFRO.

domingo, 20 de janeiro de 2008

Palavras de Poeta!!!

Palavras exalam doces
Vagueiam meu mundo
Bocas surdas
Ouvidos mudos
Ah! vão ouvir o coração
Faz calar outras vozes
Faz calar a dor
e crescer o amor
palavras!
voam, flutuam, navegam
permanecem
Eternas!

Vão ao vento
Revoam túmidas
imortalizadas no papel
e alvorada principia
libertando-se poesia
ficará na memória
de quem há de viver.


Lívia Oliveira

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008


mesmo quando nos mandamos embora
por raiva ou por covardia
por um amor inconsolável
mesmo quando em casa é o pior lugar pra se viver
e você chora e não sabe o que quer
acredite, há uma força dentro de nós, meu amor
mais forte do que um relâmpago
do que este mundo louco e inútil
é mais forte do que uma morte incompreensível
e do que esta saudade que nunca nos abandona
quando você tocar o fundo com os dedos
de repente sentirá a força da vida
que o trará consigo
amor, você não sabe
você verá que há uma saída
mesmo quando você come com dor
e no silêncio sente o coração
como um barulho insuportável
e não quer se levantar
e o mundo está inatingível
e mesmo quando a esperança
já não for suficiente
há uma vontade que esta morte desafia
é a nossa dignidade, a força da vida
que não se perguta nunca o que é a eternidade
ainda que haja quem a ofenda
ou quem lhe venda o além.
quando você sentir que a segura entre seus dedos
você a reconhecerá, a força da vida
que o trará consigo
não se deixe partir jamais
não me deixe sem você
mesmo dentro das prisões
da nossa hipocrisia
mesmo no fundo dos hospitais
na nova doença
há uma força que cuida de você
e que você reconhecerá
é a força mais teimosa que há em nós
que sonha e nunca se rende
é a vontade
mais frágil e infinita
a nossa dignidade
a força da vida
meu amor, é a força da vida
que não se pergunta nunca
o que é a eternidade
mas que luta todo dia do nosso lado
enquanto não terminar
quando você sentir
que a segura entre seus dedos
você a reconhecerá
a força da vida
a força está dentro de nós
meu amor, cedo ou tarde, você a sentirá
a força da vida
que o trará consigo
que sussurra suavemente:"veja quanta vida ainda há!"
_____
La forza della vitta- Renato Russo!

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008


Será que era possivel reconhecer?
eu nao quis pensar
vendo tudo aquilo, bem na minha frente
tudo que eu vivi
aH, era felicidade demais
mas a musica era triste demais
me correram lágrimas na loucura
mas nao pudia deixar sair meu sentimento
sem escrever
que é meu verdadeiro amor
ao mesmo tempo voltei
na minha cabeça todos os filmes de infancia
de uma realidade de assustar
e aproveitando meu grande e iniciante talento
eu escrevi toda minha lagrima e saudade
saudade da tragedia?
NAO!
saudades do que elas nos proporcionava
o ansia de lutar
alguem, em algum lugar
No grito dos desesperados
ouviu
e tão sacrificante foi
mas no sonho eu sangrei
do mais puro sangue deles
eu tinha pedaços deles em mim
resto de polvora
eu nao conseguia parar de escrever
eu só pensava em cada disparo da arma destravada
esperava vir as palavras e despejava n'alma
todo meu pesar e sorriso.
eu nao sai de lá.
eu moro aqui, mas meu umbigo está bem fincado
pra nao esquecer jamais de minhas raizes
eu sobrevivi a liberdade
sobrevivo até hoje, o que se torna dificil, onde eles vivem
é sorte!
Eu to esperando esperança.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Eles estão levando meu coração!!


Pensei em tantas coisas pra colocar aqui
Que fosse simples e que pudesse ler a sintonia
Que somasse nosso amor
E...calei!
só amo!