segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Quando o morro terá vez?



O Morro Não Tem Vez - Leci Brandão

O morro não tem vez
E o que ele fez já foi demais
Mas olhem bem vocês
Quando derem vez ao morro
Toda a cidade vai cantar

Samba pede passagem
O Morro que so estar
Abram alas pro morro tamborim vai falar
É 1, é 2, é 3, é 100, são 1000 a batucar
O Morro não tem vez
Quando derem vez ao morro o mundo inteiro vai cantar
Samba pede passagem
O Morro quer se mostrar
Abram alas pro morro
Tamborim vai falar
É um é dois é três é cem é mil a batucar
O morro não tem vez
Mas se derem vez ao morro
O mundo inteiro vai cantar
Vai cantar, vai cantar...
O sempre tradicional Feliz ano novo, à minhas leitoras que fizeram desse ano, desse blog, com suas palavras minha caminha pra ninar poesia.
Venturoso ano pra nós.
beeijos de amor!

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

POesia na vila


Eu vou respirar
o ar da minha vila
vou pisar e dançar
sem dó
aproveitar minha vila
a vila de quem sabe viver
a vila dos medos
a vila de compaixão
a vila do lar
a vila de partilhaa
vila do samba
de tensão
a nossa vila quer gente de melhor
quer melhorar
a nossa vila quer atenção
quer doar
vila das músicas
que soam bem altas
que quer ser feliz
andar onde nasceu
sem temer a vila
apurar a vila
e dar a vila da poesia com cor
de amarelo ao amor
de sorrisos a flor
a vila de harmonia
que faz seu som
é vila bonita
reboca emoção.

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007


Na dureza
na vida
na rua
pobreza
na alegria
na vida
no sorriso
franqueza
Qual seu santo de devoção?
que faz você enxegar o mundo
Cadê ele?
pra ajudar impuros
quando devemos rezá-lo
na ajuda
uma mão
um tostão
falta de apreço
qual seu santo de devoção?
Na revolta
sua santidade
abraçando os sem-leis
cade ele?
ave maria
do pão
não aparecida
qual seu santo de devoção?
Aquele que ajuda
sem os olhos
afagando quem está por vir
uma noite
passos errantes
do perdão
se instalou
Um santeiro
com dinheiro
na cômoda plantou
na promessa
minha dor
seu santo de devoção deveria ser amor

domingo, 16 de dezembro de 2007




É nessa direção que vou
Na que estava
mais para o seu lado
sendo insensato
batendo um papo
sobre você
amarrando o laço
nas nossas mãos
E do teu olhar
bem vivo
correndo risco
de não estar perdoado
e te retrato
no papel de pão
e no relato
fica um laço
que eu criei
bem fincado
ao nosso chão
não me devolva
a amargura
que fizeste poesia
dessa minha agonia
que me roubou
assim, minha flor,
não deixe ter cura
esse mel, que docuça
esse meu torpor.


resposta ao comentário ---->
Joice:
Minha preta,
Tô de olho em você,
sempre...ah não...não é pra vigiar,
é pra ver para onde você está direcionando seu olhar,
quero ver também!Quero ver também! =)
Beijinhos de amor.

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

A mão da limpeza


O branco inventou que o negro
Quando não suja na entrada
Vai sujar na saída,
ê Imagina só
Vai sujar na saída,
ê Imagina só
Que mentira danada, ê
Na verdade a mão escrava
Passava a vida limpando
O que o branco sujava,
ê Imagina só
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o negro penava, ê
Mesmo depois de abolida a escravidão
Negra é a mão
De quem faz a limpeza
Lavando a roupa encardida,
esfregando o chão
Negra é a mão
É a mão da pureza
Negra é a vida consumida ao pé do fogão
Negra é a mão
Nos preparando a mesa
Limpando as manchas do mundo com água e sabão
Negra é a mão De imaculada nobreza
Na verdade a mão escrava
Passava a vida limpando
O que o branco sujava, ê
Imagina só
O que o branco sujava, ê
Imagina só
Eta branco sujão
(Gilberto Gil)

terça-feira, 11 de dezembro de 2007


[Seu descaso é tanto que nem reparou que a imagem está de cabeça pra baixo]
Nos acordes da sanfona
vou tentando esquecer
e talvez lembrar
do sofrido povo
que chora por aqui
aquele povo que só reclama
mas acima de tudo ama
e quer compartilhar.
Eles querem é vida
é dança
é molejo da morena
é saia curta
e que ninguem saia deles.
Eles querem é compartilhar.
Eles brigam, mas se precisam.
O povo que de longe reconhece a arma da guerra na janela.
Eles que se confraternizam no natal e no resto do ano.
Eles que querem compartilhar.
Aquele povo que gosta da mesma música.
Aquele povo que sorri
eles me olham quando passo
Eles não gostam de pessoas que tenham estilo diferente.
Eles querem é compartilhar.
e sem poesia sei que todos vivem
Mas carregam estigmas de poetas
Quando ouvem eles se derretem e chamam no portão a vizinha pra ouvir
Eles querem compartilhar
E com toda amargura
Eles querem compartilhar.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Laços!!! (Ties)







- Gostou dos laços?
- Eu prefiro os laços firmes. Aqueles mais dificéis de se fazer, e de se desfazer, mas que quando feitos e depois desfeitos podem se orgulhar de si próprio e falar com convicção: Eu fui um grande laço. [...]

- Laços não falam e muito menos com convicção!

- Mas eu falo e posso falar todas as razões que uma menina tem pra chorar em ordem alfabética. [...] Eu poderia passar horas discorrendo sobre bobagens em geral e citar a importacia de cada uma delas desde que você ordene.

- Tá bom, você venceu! Eu quero uma explicação pra essas bobagens. O que você tem a dizer?

-Que é bobagem chorar por laços que parecem desfeitos, mas que continuam firmes! Alguns laços são teimosos. As vezes dizemos: Uuh, lá se foi ele, mas ele vai estar sempre aqui. Que nem alguns amores.
Assim é que deve ser.

É com você me vigiando assim, bem escondidinha que pretendo ficar, por toda a vida!
(para Nega Joinha)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Tempo e Vida!!!



Depende de nós,
De mais nínguem.
Que o amanhã seja melhor
atraves do amor e humildade.
Deixa o tempo e a vida correrem
no riacho da amizade
e seremos no amanhã
uma grande familia
Com certeza nossas vozes vencerão em coro
TODO MAL!!!!!