Mulher é desdobrável. Eu sou."
terça-feira, 9 de março de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
Diário de Bordo II
[Penúltimo registro que eu fiz na Holanda]
Cá estamos, bem no meio da nossa viagem. Muitos dias de trabalho, uns outros tantos de diversão.
Aqui tem também a vontade de voltar para a "real life" e a ânsia de a cada espetáculo mostrar nosso "Wooorld", mostrar o que nínguem esperava (de verdade), mostrar a surpresa, o moinho (a favela também é um moinho).
A verdade é que essa gente rosa tem que aprender a sentir.
Eles ouvem Subúrbio de Chico, O Cabaret, O Divino e Maravilhoso, os nossos medos e nossas delícias, Marylin Monroe e nossos sonhos.
A viagem de um bucado de gente termina daqui a pouco, mas a nossa é longa e concreta demais para terminar com um avião( até porque nossa maior viagem é a aventura de fazer arte no nosso país).
Nossa viagem-sonho-mundo para o ALÇAR das FAVELAS (but not any Favela) está só começando. Vem vindo com o teatro, vindo com o estudo, vindo com a liberdade.
segunda-feira, 1 de março de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Diario de Bordo I
Segundo dia na Holanda o frio e de doer os olhos, mas o que mata mesmo e a saudade dos amores e afetos no Brasil.
Estreiamos dia 22 em Heereveen.
Torcam por nos. MERDA
A FAVELA VINDO!
Estreiamos dia 22 em Heereveen.
Torcam por nos. MERDA
A FAVELA VINDO!
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Á Minhas Rainhas de Candance

Me atrasei na afinidade, atrasei
Sou pequena, mulher a desenvolver
O calendário é pra chegar cedo
Eu nao cheguei
Vi cores tantas, rodei, intensificou
Fui o mar, dia e noite, serei sereia
Tanta coisa, sei dizer que amei
Tudo que bate no peito é máquina de somar
Durante a vida, perdi-me uma só vez, mas achei ao encontrar sentimento impetuoso.
Sou corpo que não pode alterar seu movimento!
Mulher negra é o Nilo no tufão
Um raio e o trovão
a mando de minha mãe
Mulher negra é pele com força
repele quem não lhe faz bem
O sangue, fervor
Explode para amar
Ninguém decifra, ela tranqüiliza
O sofrimento é força
o peito é para doar
Infinitivo
Mulher negra é verbo sem fim
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Reinvento para alinhar
Reinvento minhas palavras
Com sua chegada
Desafio melhor que ser livre
É liberdade
Suspiro maior que a liberdade
Comoção
Me comove a surpresa de ser você
Toda dia, eu
Hoje, breve, Escandalizo o amor
Silencioso
E repito-me que já te sonhei por ser você, eu
Arranco e aguardo nu, ao amor.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
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