domingo, 2 de março de 2008

A corrente

Vaidoso
vento estrídulo
Cantando no alvor do dia
Visceral e gélido
Penetra e esvai
Galgando a perfeição
do frescor, na face
vento que liberta
inane me fere
ofertando a cura
Que sopra, desdobra, suporta
Desalinho no seu eco.
A procura.
Ah! ele está em todo canto.
Seu cantar.


2 comentários:

e-Brasil disse...

Não tenho como comentar esse poema, apenas apresento um outro, de minha lavra nos anos 90 do século passado:

Oração das Mortes I
(Noite gelada de lua cheia)

E vem o vento e sopra
faz-se o cobertor da morte,
envolvendo um corpo exposto

E vem a lua e nua
faz-se o refletor da sorte,
iluminando a palidez do rosto

E vem a esperança, não cansa
faz-se um seguro de porte,
garantindo um novo amanhã
um dia quente de sol ardente.

E a noite gelada de lua cheia
teve sua morte acompanhada
de tantas outras que não viram
o sol nascer.

(Evaldo Pedro Brasil da Costa)
www.esperaebrasil.blogspot.com

Thiago Almeida disse...

Poema lindo! Leve como o vento!

Amei. Amo!

=D