segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Mônada

Mônada de mim diluída
Vê-se trancada em si
E cresce... se esvai
E desmorona... Quando alcança o corpo inteiro
Que hoje já não me serve.
Que ontem fez o corpo
Hoje é líquido, apenas.
Que só faz parte da palavra
Que hoje já não me serve mais
Que não sei onde encontrar.
Ela que esteve presente sem estar
Hoje não me serve mais, porque
Agora sei que para dar forma ao corpo
Não precisa pensar.

Substancia simples ativa, indivisível, de que todos os corpos são feitos Segundo Leibnitz

Um comentário:

betina moraes disse...

da última vez em que estive aqui
havia uma dor desigual.

mas é impressionante (sempre será) a capacidade de transmutar-se que o poeta tem e que não depende de nada.

faz-se presente
e no final sempre vence,
uma substância ativa e invisível que toma para si o nome de alma!

eu quero agrdecer a você por ser uma leitora tão ilustre lá no meu blog!

um beijo com as preparações das plantas para as flores e dos bichos para os ninhos,

sim, é primavera!

betina