Descobrindo os rituais
Dos poetas, dos humanos
Rasga sol ultra-violeta
Violeta
Permaneço, rituais
Dos poetas, dos humanos
queima sol ultra-violeta
qualquer cor
pinta caneta
Verde
canto, rituais
Dos poetas, dos poetas
Abraça sol ultra-violeta
Assa tudo
Dos poetas, dos poetas
Descoberta-brincadeira
sexta-feira, 11 de julho de 2008
terça-feira, 1 de julho de 2008
Novidade!!!
"Nossa senhora da Penha
Minha voz talvez não tenha
o poder de te exaltar
Mas dê benção padroeira
Pra essa gente brasileira
Que quer paz pra trabalhar"
http://www.flickr.com/photos/lippe_seifert/955551936/
Minha voz talvez não tenha
o poder de te exaltar
Mas dê benção padroeira
Pra essa gente brasileira
Que quer paz pra trabalhar"
http://www.flickr.com/photos/lippe_seifert/955551936/
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Ritual do poeta
Isola,
Um canto, um santo, recanto
Me trás
Revela, com vela, com paz
Papel é véu
caneta:anel
Ultramar
Sexo dos horizontes
Semblante, sem antes...
desmembrar
Amante
Mistura para não desandar.
Um canto, um santo, recanto
Me trás
Revela, com vela, com paz
Papel é véu
caneta:anel
Ultramar
Sexo dos horizontes
Semblante, sem antes...
desmembrar
Amante
Mistura para não desandar.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
Efusão
Floresce cada vez
censura minha lei
É tíbio que foge,
que cala, que corre
apático, insensível
Frívolo, menino
Movimento impetuoso
E eu inerte.
Fel, perdição
Efêmero, fugaz
O amor é muito mais
Prefiro sonhar
é o que me cabe.
censura minha lei
É tíbio que foge,
que cala, que corre
apático, insensível
Frívolo, menino
Movimento impetuoso
E eu inerte.
Fel, perdição
Efêmero, fugaz
O amor é muito mais
Prefiro sonhar
é o que me cabe.
sábado, 19 de abril de 2008
Mais eu
Sob as torturas
do mundo esquecido
visão ampla
colorido, sofrido, amigo, tempo perdido
mas nada se perdeu.
Volto para o espelho
me vejo, versejo, engrandeço
todo canto
Revolto
Meu espelho
Mais maduro como fruto sazonado
Pronto a cair na vida
Pronto a ver a liberdade
Só ver...
Encostar que é bom.
NADA!
Eu ainda vejo o espelho
mais mulher
sem muleta na travessia
mais mulher
Do próximo encontro
mais crescida.
E eu ainda sei brincar.
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Aniversário
"No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
Pára, meu coração!
Não penses!
Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!..."
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!..."
Álvaro de Campos
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Invisibilidade
O livro "Cabeça de Porco" tem altos e baixos, capítulos super interessantes, outros chatos pra "dé déu", mas eu resisti e li. Eu refleti muito sobre o que nós fazemos de invisível: Os moradores de rua e todos que têm "cara suspeita".É, eu odeio não os enxergar e hoje (02/04/08) estive de frente com a realidade da cidade violenta sempre lida, mas nunca vivida. Fui assaltada e pensando no que li, na discriminação que a classe média imagina, fazendo de real o irreal, tentei reverter o caso, tentei conversar e só fez piorar e intensificar as ameaças. Sofri o real e entreguei nada. O que foi pior. Meu novo lema: "Rio de Janeiro: Onde a boa é não sair de casa".
Beijos nervosos!
Beijos nervosos!
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