domingo, 24 de agosto de 2008

Caridade do beijo

"A caridade é o amor em ação"

Perceber a termologia
Estudar.
Mãos aladas
Um passo, a contradança
Segurança
Dúvida de encaixar
Súbito que seja
Medo que semeia
A força do olhar
No mistério do sem-fim
Descobri
O beijo.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Receita de Mulher

"Com seus sorrisos e suas tramas.
Que ela surja, não venha; parta, não vá.
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade.
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre o embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua calculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda criação inumerável."

(Vinicius de Moraes)

sábado, 9 de agosto de 2008

Estéril
Não fecundo
Sem alma
Um defunto
Pedaço de mim

Um parto difícil
Sensível, sofri...
Luta particular
Pertinaz
Palavras fugidias
Não foge...
é minha, querida demais.
Nasceu!!

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Violeta

Descobrindo os rituais
Dos poetas, dos humanos
Rasga sol ultra-violeta

Violeta
Permaneço, rituais
Dos poetas, dos humanos
queima sol ultra-violeta

qualquer cor
pinta caneta

Verde
canto, rituais
Dos poetas, dos poetas
Abraça sol ultra-violeta
Assa tudo

Dos poetas, dos poetas
Descoberta-brincadeira

terça-feira, 1 de julho de 2008

Novidade!!!

"Nossa senhora da Penha
Minha voz talvez não tenha
o poder de te exaltar
Mas dê benção padroeira
Pra essa gente brasileira
Que quer paz pra trabalhar"

http://www.flickr.com/photos/lippe_seifert/955551936/

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Ritual do poeta

Isola,
Um canto, um santo, recanto
Me trás
Revela, com vela, com paz
Papel é véu
caneta:anel
Ultramar
Sexo dos horizontes
Semblante, sem antes...
desmembrar
Amante
Mistura para não desandar.

sexta-feira, 13 de junho de 2008

Efusão

Floresce cada vez
censura minha lei
É tíbio que foge,
que cala, que corre
apático, insensível
Frívolo, menino
Movimento impetuoso
E eu inerte.
Fel, perdição
Efêmero, fugaz
O amor é muito mais
Prefiro sonhar
é o que me cabe.
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