Mônada de mim diluída
Vê-se trancada em si
E cresce... se esvai
E desmorona... Quando alcança o corpo inteiro
Que hoje já não me serve.
Que ontem fez o corpo
Hoje é líquido, apenas.
Que só faz parte da palavra
Que hoje já não me serve mais
Que não sei onde encontrar.
Ela que esteve presente sem estar
Hoje não me serve mais, porque
Agora sei que para dar forma ao corpo
Não precisa pensar.
Substancia simples ativa, indivisível, de que todos os corpos são feitos Segundo Leibnitz
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
sábado, 6 de setembro de 2008
Dor desigual
Um chá para dor na alma
Um chá.
Que tenha poder de curar a dor na alma
Poder.
Compressa na ferida, reanimação.
Re-respiração.
Um chá para o desconserto
Costurar.
Um remédio para a dor, por favor,
Com solução; um que segure a mão, desamarre o coração, acabe com a erosão.
Milagre.
Agora, sem hora, vou embora, mesmo erma.
É preciso que haja a devolução de mim mesma.
1,2,3 e já!
Um chá.
Que tenha poder de curar a dor na alma
Poder.
Compressa na ferida, reanimação.
Re-respiração.
Um chá para o desconserto
Costurar.
Um remédio para a dor, por favor,
Com solução; um que segure a mão, desamarre o coração, acabe com a erosão.
Milagre.
Agora, sem hora, vou embora, mesmo erma.
É preciso que haja a devolução de mim mesma.
1,2,3 e já!
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
INSTABILIDADE EMOCIONAL
VEZES ASSIM
VEZES ASSADA
VEZES EM MIM
VEZES IRADA
VEZES SEM FIM
VEZES COVA RASA
VEZES QUERUBIM
VEZES ESFARRAPADA
VEZES COLORIDA
VEZES FERIDA
ESFACELADA.
BY CASTI
VEZES ASSADA
VEZES EM MIM
VEZES IRADA
VEZES SEM FIM
VEZES COVA RASA
VEZES QUERUBIM
VEZES ESFARRAPADA
VEZES COLORIDA
VEZES FERIDA
ESFACELADA.
BY CASTI
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Faculdade transcendente
Hiperorgânica
Continuo o esforço apesar da dor
Do querer que o corpo seja
Da musculatura que se comprometa
Em mim, mas sem mim.
“O detalhe do movimento jamais é querido”
Continuo o esforço apesar da dor
Do querer que o corpo seja
Da musculatura que se comprometa
Em mim, mas sem mim.
“O detalhe do movimento jamais é querido”
O detalhe do movimento já é mais querido
Se souber o que fazer
Resistência da consciência
E o corpo fazer mais do que pode
E a cada hora, um encanto diferente.
E a alma se aproxima de um luxo radiante
O esforço e a teoria da vontade
O corpo é a teoria da liberdade
Se souber o que fazer
Resistência da consciência
E o corpo fazer mais do que pode
E a cada hora, um encanto diferente.
E a alma se aproxima de um luxo radiante
O esforço e a teoria da vontade
O corpo é a teoria da liberdade
domingo, 24 de agosto de 2008
Caridade do beijo
"A caridade é o amor em ação"
Perceber a termologia
Estudar.
Mãos aladas
Um passo, a contradança
Segurança
Dúvida de encaixar
Súbito que seja
Medo que semeia
A força do olhar
No mistério do sem-fim
Descobri
O beijo.
Perceber a termologia
Estudar.
Mãos aladas
Um passo, a contradança
Segurança
Dúvida de encaixar
Súbito que seja
Medo que semeia
A força do olhar
No mistério do sem-fim
Descobri
O beijo.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Receita de Mulher
"Com seus sorrisos e suas tramas.
Que ela surja, não venha; parta, não vá.
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade.
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre o embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua calculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda criação inumerável."
(Vinicius de Moraes)
Que ela surja, não venha; parta, não vá.
E que possua uma certa capacidade de emudecer subitamente e nos fazer beber O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade.
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre o embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua calculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda criação inumerável."
(Vinicius de Moraes)
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