domingo, 26 de outubro de 2008

Carne

A carne crua, lisa
tão intensa, viva
Parte de mim canibal
Tira a roupa, pele e todas suas dermes
a carne crua de pudor
a carne nua
sem pudor
Vem dilatar
No corpo um calor amoroso
Vem libertar
sentimentos tépidos
para mandar depressa embora
Ora, nesse corpo só habita
ardente
Paixões e excessos!

sábado, 11 de outubro de 2008

Aura do amor


Aura do amor
Res-seca transpiração
Gira-mundo
gira tudo
Re-eleição
Acompanha confiante
olhar adiante
Re-euforia
Não se desfaz
Alegria, morre, mas
Re-faz
Nada se anima, nada se ajeita
se tudo foi ilusão..
ah, mas que palavra feia
Re-fim
E aí que tudo foi uma dança dos ventos
Sopro do coração

sábado, 20 de setembro de 2008

Atabaque chora, chora também meu coração


Não tarda, o atabaque chora
O chão treme, o coração acelera.
E VOCÊ?
VOCÊ SERÁ OBRIGADO A ME CORRESPONDER!
O atabaque interior que grita
O som despertando a alma
Fragor!
Vai te acordar [verdade verdadeira]
Sinta o arrepio que vem do fundo
Admissão.
Algo vai suplicar sua atenção.
Sua pele, sua mente, TODOS SENTIDOS, coração...
Sobreviva.
Raízes vão impedi-lo de andar
Raízes vão silenciar
E deixar seu corpo-vida soluçar
É o barulho do atabaque
Fazendo-te dançar.

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Espelho

Qual canto pode fazer-nos dançar?
Quando não tropeçar?
Quando soltar as mãos, para na contradança se achar?
E Quando me guiar?
Quando saber que acabou?
E Quando a luz se apagar?
Quando acreditar no instante?
Quando acreditar em alguem?
Quando acreditar no amor?
Quando declarar?
Quando aprender?

Qual canto pode fazer-nos dançar?
Quando nao tropeçar.
Quando soltar as mãos, para na contradança se achar?
Quando me guiar.
Quando saber que acabou?
Quando a luz se apagar.
Quando acreditar no instante?
Quando acreditar em alguem.
Quando acreditar no amor?
Quando declarar.
Quando aprender?
Amar se aprende amando.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Aphros


Chama
pra aliviar
dor de mulher
'Horas' da magia.
Deusa
Que nasce do sêmen do mar
Erva
Para magia interna
Imprescindível!
Meu canto de liberdade
Um grito!
Se ninguem atender
Chama que Afrodite te vê.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Mônada

Mônada de mim diluída
Vê-se trancada em si
E cresce... se esvai
E desmorona... Quando alcança o corpo inteiro
Que hoje já não me serve.
Que ontem fez o corpo
Hoje é líquido, apenas.
Que só faz parte da palavra
Que hoje já não me serve mais
Que não sei onde encontrar.
Ela que esteve presente sem estar
Hoje não me serve mais, porque
Agora sei que para dar forma ao corpo
Não precisa pensar.

Substancia simples ativa, indivisível, de que todos os corpos são feitos Segundo Leibnitz

sábado, 6 de setembro de 2008

Dor desigual


Um chá para dor na alma
Um chá.
Que tenha poder de curar a dor na alma
Poder.
Compressa na ferida, reanimação.
Re-respiração.
Um chá para o desconserto
Costurar.
Um remédio para a dor, por favor,
Com solução; um que segure a mão, desamarre o coração, acabe com a erosão.
Milagre.
Agora, sem hora, vou embora, mesmo erma.
É preciso que haja a devolução de mim mesma.

1,2,3 e já!
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