quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Ciranda que não passa


Do Livro O Quilombismo de Abdias Nascimento Pág. 161 6ª frase
"Quero encerrar esse documento reafirmando minha confiança nos jovens negros do Brasil"
Uma tentativa desesperada para a ciranda eterna de Betina
.
Que não importa a confiança
Não importa a clareza
A negrura sempre encobre
caráter ou riqueza
.
Estão dividos
favelas e cadeias
Escritórios, hospitais
Existe sim negro forte
para preservar os ancestrais
.
Há uma fúria que pulsa
desmascarando a poluição
Legitima defesa
pondo fim a imitação
.
Não apague a memória
Aqui se alimenta do passado
Não queria diferença,
mas tentam roubrar nosso legado
.
Negro todo
A liberdade já vem
Só falta mostrar ao branco
O que é dele, é meu também!

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009


Desflorar para renascer

Nuances

Que o cinza provou

Gracejo

Que ele não segurou

Se coloriu de primavera

Se coloriu num festejo a ela

Flor que morre, nasce

Morre em vão

Se recriou

o vivo

Se remorrer

não pode

Que surja - suba- seja - parta

Fênix

Pólen - sêmen de flor

Sêmen - pólen de amor

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Pássaros

"Os pássaros que passam
não poucos
pousam em minha boca
minha língua
ora os afugenta
ora os arrebata
os pássaros que passam
não são de pena, barro ou prata
são pássaros de palavras"


Herbert Emanuel

domingo, 16 de novembro de 2008

Inércia


As palavras dançam, pulam,

festejam em mim

Sapecam, assoviam,

mas nunca dormem em mim

Eu falo até sonhando

Flutuam o tempo!

Ah, elas são...

Eu odeio o sossego delas.



terça-feira, 28 de outubro de 2008

INTENSIDADE!!!!


"Não faço teatro para o povo, mas faço teatro em favor do povo. Faço teatro para incomodar os que estão sossegados. Só para isso faço teatro."
( Plínio Marcos )
"No teatro descobri que existem duas realidades, mas a do palco é muito mais real."
( Arthur Miller )
"O teatro é o primeiro soro que o homem inventou para se proteger da doença da angústia."
( Jean Barrault )
"O teatro é a poesia que sai do livro e se faz humana."
( Federico García Lorca )
"O teatro, que nada pode para corrigir os costumes, muito pode para mudá-los."
( Jean-Jacques Rousseau )

domingo, 26 de outubro de 2008

Carne

A carne crua, lisa
tão intensa, viva
Parte de mim canibal
Tira a roupa, pele e todas suas dermes
a carne crua de pudor
a carne nua
sem pudor
Vem dilatar
No corpo um calor amoroso
Vem libertar
sentimentos tépidos
para mandar depressa embora
Ora, nesse corpo só habita
ardente
Paixões e excessos!

sábado, 11 de outubro de 2008

Aura do amor


Aura do amor
Res-seca transpiração
Gira-mundo
gira tudo
Re-eleição
Acompanha confiante
olhar adiante
Re-euforia
Não se desfaz
Alegria, morre, mas
Re-faz
Nada se anima, nada se ajeita
se tudo foi ilusão..
ah, mas que palavra feia
Re-fim
E aí que tudo foi uma dança dos ventos
Sopro do coração
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