quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Giramundo
Que muda eu não giro
Canto.
Gira mundo
que tonta eu não fico
fixo.
Gira tudo furacão
que eu vou junto.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
para o vento
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Explodir...

Gustav Klimt
equívoco do coração
chama para acender
grita para incendiar
perito em combustão
Espontâneo, é livre
chama para ascender
grita para fortalecer
perito em voar, exatidão
sem peias, sem freio
asas parar alçar
Da espera sem receio
o céu é limiar
e só entrada
íntimo dos acontecimentos
Vanguarda
é o amor acontecendo...
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Conversa com uma princesa negra no C-10
Ela tava com uma marimba na mão, comendo a linha e eu sentei ao seu lado. Conversamos um pouco sobre os pinguins que voam nos prédios da Av. Rio Branco e ela emendou:
- Posso te contar uma história?
- Qual?
- De uma menina que saiu de ônibus, achou a linha na rua e nínguem gosta dela.
- Por quê ?
- Porque ela só faz besteira e bagunça.
- Me parece que essa menina tem jeitinho de princesa e é linda., né?!
- Não sei...
terça-feira, 15 de junho de 2010
Ela Eu

Fica a olhar
na espreita
adormece sem resistir
Fixa o lugar
Exige companhia
Noite ou dia
ama amar
Atenta
inflama
A chama custa apagar
Se tem a impressão viva
luz, fluxo solar
Sentido que induz a aproximar
Sossega os ventos,
a boca, o silêncio
coração, perspicácia de menina
Sempre que amor quer dormir
Ela nao cochila.
terça-feira, 9 de março de 2010
quarta-feira, 3 de março de 2010
Diário de Bordo II
[Penúltimo registro que eu fiz na Holanda]
Cá estamos, bem no meio da nossa viagem. Muitos dias de trabalho, uns outros tantos de diversão.
Aqui tem também a vontade de voltar para a "real life" e a ânsia de a cada espetáculo mostrar nosso "Wooorld", mostrar o que nínguem esperava (de verdade), mostrar a surpresa, o moinho (a favela também é um moinho).
A verdade é que essa gente rosa tem que aprender a sentir.
Eles ouvem Subúrbio de Chico, O Cabaret, O Divino e Maravilhoso, os nossos medos e nossas delícias, Marylin Monroe e nossos sonhos.
A viagem de um bucado de gente termina daqui a pouco, mas a nossa é longa e concreta demais para terminar com um avião( até porque nossa maior viagem é a aventura de fazer arte no nosso país).
Nossa viagem-sonho-mundo para o ALÇAR das FAVELAS (but not any Favela) está só começando. Vem vindo com o teatro, vindo com o estudo, vindo com a liberdade.
segunda-feira, 1 de março de 2010
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Diario de Bordo I
Segundo dia na Holanda o frio e de doer os olhos, mas o que mata mesmo e a saudade dos amores e afetos no Brasil.
Estreiamos dia 22 em Heereveen.
Torcam por nos. MERDA
A FAVELA VINDO!
Estreiamos dia 22 em Heereveen.
Torcam por nos. MERDA
A FAVELA VINDO!
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Á Minhas Rainhas de Candance

Me atrasei na afinidade, atrasei
Sou pequena, mulher a desenvolver
O calendário é pra chegar cedo
Eu nao cheguei
Vi cores tantas, rodei, intensificou
Fui o mar, dia e noite, serei sereia
Tanta coisa, sei dizer que amei
Tudo que bate no peito é máquina de somar
Durante a vida, perdi-me uma só vez, mas achei ao encontrar sentimento impetuoso.
Sou corpo que não pode alterar seu movimento!
Mulher negra é o Nilo no tufão
Um raio e o trovão
a mando de minha mãe
Mulher negra é pele com força
repele quem não lhe faz bem
O sangue, fervor
Explode para amar
Ninguém decifra, ela tranqüiliza
O sofrimento é força
o peito é para doar
Infinitivo
Mulher negra é verbo sem fim
sexta-feira, 23 de outubro de 2009
Reinvento para alinhar
Reinvento minhas palavras
Com sua chegada
Desafio melhor que ser livre
É liberdade
Suspiro maior que a liberdade
Comoção
Me comove a surpresa de ser você
Toda dia, eu
Hoje, breve, Escandalizo o amor
Silencioso
E repito-me que já te sonhei por ser você, eu
Arranco e aguardo nu, ao amor.
terça-feira, 18 de agosto de 2009
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Eis o verso
Vejo nas entrelinhas
um mar de coisas
que não descubro
que me encobrem
e eu possuo
.
Um mistério
Coberto de areia
e nuvem roxa
e eu não possuo
.
Mas todo verso
é aparelhado para o mistério
cantado e não descoberto
.
Todo verso
é encoberto
por um mistério
protegido e calado
e eu canto para
Descobrí-lo
um mar de coisas
que não descubro
que me encobrem
e eu possuo
.
Um mistério
Coberto de areia
e nuvem roxa
e eu não possuo
.
Mas todo verso
é aparelhado para o mistério
cantado e não descoberto
.
Todo verso
é encoberto
por um mistério
protegido e calado
e eu canto para
Descobrí-lo
sábado, 16 de maio de 2009
[Violar]
terça-feira, 12 de maio de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
Surgir
sábado, 21 de março de 2009
Mandá-la
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Ciranda que não passa

Do Livro O Quilombismo de Abdias Nascimento Pág. 161 6ª frase
"Quero encerrar esse documento reafirmando minha confiança nos jovens negros do Brasil"
Uma tentativa desesperada para a ciranda eterna de Betina
.
Que não importa a confiança
Não importa a clareza
A negrura sempre encobre
caráter ou riqueza
.
Estão dividos
favelas e cadeias
Escritórios, hospitais
Existe sim negro forte
para preservar os ancestrais
.
Há uma fúria que pulsa
desmascarando a poluição
Legitima defesa
pondo fim a imitação
.
Não apague a memória
Aqui se alimenta do passado
Não queria diferença,
mas tentam roubrar nosso legado
.
Negro todo
A liberdade já vem
Só falta mostrar ao branco
O que é dele, é meu também!
quinta-feira, 8 de janeiro de 2009
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